O autor
José Manuel «Zé» Beleza
Multifacetado, ímpar, lutador, frontal, empreendedor, aventureiro, corajoso — e, durante 30 anos, injustamente acusado.

A história de Zé Beleza é a de um homem que atravessou um dos casos mais longos e escandalosos da justiça portuguesa. Acusado no processo do Ministério da Saúde, esteve foragido, entregou-se, foi preso — e esperou três décadas para ouvir a palavra que sempre reclamou: inocente.
Pelo atraso descomunal, o Estado português foi condenado a pagar-lhe uma indemnização por violação dos prazos razoáveis da justiça. Nenhuma indemnização devolve, porém, os anos, a reputação ou o rumo profissional perdido.
Fora dos tribunais, Zé Beleza é sobretudo um contador de histórias. Conviveu com figuras do jet set e da política nacional e guarda delas memórias divertidas, afetuosas e, por vezes, incómodas.
“Entre nostalgia e picardia, com esperança e otimismo, mostro ao mundo a minha visão do passado, do presente e do futuro, neste Portugal que nunca reneguei e a que nunca virei as costas.”
Linha do tempo
30 anos até à verdade
Início dos anos 90
A acusação
É acusado de envolvimento num alegado esquema de burla milionária contra o Ministério da Saúde, ao lado de mais onze arguidos. A imprensa apelida-o de «Zezé».
1990–1992
A fuga
Fica cerca de dois anos e meio foragido, revalidando passaportes em embaixadas mesmo com mandado da Interpol.
1992
A entrega
Entrega-se à justiça em plena cobertura mediática da recém-nascida SIC. Segue-se a prisão, num escândalo sem precedentes.
1996
«A Mentira»
Estreia-se na literatura com um primeiro livro em que dá o seu lado da história.
1993–2025
O calvário judicial
Décadas de trâmites, adiamentos e capas de jornal. A carreira desfaz-se; a vida pessoal muda para sempre.
2025
Absolvição
A inocência é confirmada com a absolvição total. O Estado é condenado a indemnizá-lo em cerca de 20 mil euros por violação dos prazos razoáveis da justiça.
Maio de 2026
O livro
Lança «A Maldição dos Inocentes – Histórias e Memórias de Zé Beleza» na Casa do Artista, em Lisboa.
Tributo
Miguel Beleza
Uma parte importante do livro é dedicada à memória do irmão, Miguel Beleza, economista genial que foi Ministro das Finanças de Portugal e Governador do Banco de Portugal. Muitos dos que com ele privaram não hesitaram em deixar considerações sobre a sua genialidade — e é com essas vozes que o capítulo se escreve.